MINICURSO 1: Divulgação Científica: porque, quando e como fazer!

Ministrante: Rogerio Pereira Bastos
Instituição: Instituto de Ciências Biológicas / Universidade Federal de Goiás

Resumo: Divulgar os resultados obtidos em uma pesquisa científica é desejado e almejado por todos na academia. Afinal, nós queremos que nossas pesquisas sejam veiculadas em periódicos com fatores de impacto bem altos. Todavia, fazer somente esta divulgação científica, que, em essência, ficará restrita aos nossos pares não será de grande valia quando o cenário (atual e futuro) é de cortes de verbas para ciência, tecnologia e inovação. É imperativo, que nós (cientistas) saibamos nos comunicar com a sociedade. Os desafios são grandes, afinal: “não sou jornalista”, “não sei escrever para leigos”, “isto vai contar para meu currículo”, “tem fator de impacto”. Considerando alguns destes desafios a proposta deste minicurso é possibilitar o contato de participantes do congresso com algumas técnicas de escrita de material para divulgação científica para não-cientistas. Assim, pretende-se realizar exercícios de adequação de textos científicos para linguagem acessível para todos da nossa sociedade.


MINICURSO 2: Gestão de Projetos de Conservação

Ministrantes: Paula Hanna Valdujo; Mariana da Silva Soares
Instituição: Programa de Ciências / WWF-Brasil

Resumo: Um projeto é um esforço temporário, com objetivo claro, que demanda planejamento, execução e controle, visando entregar um produto ou serviço por meio de etapas e recursos pré-estabelecido. O processo de gestão ou gerenciamento de projetos tem como objetivo garantir que os resultados sejam alcançados de forma planejada e controlada, minimizando ou mitigando riscos, envolvendo corretamente as partes interessadas no projeto e/ou em seus resultados, e respeitando os prazos e as limitações orçamentárias. Herpetólogos e outros profissionais da área de conservação trabalham majoritariamente com projetos, embora muitos iniciem suas carreiras sem nenhum conhecimento formal no tema de gestão de projetos. É possível evitar alguns problemas comuns a projetos de menor complexidade realizando um bom planejamento e monitoramento, desde que o gestor do projeto domine os conceitos básicos e implemente ações específicas ligadas a eles. Para sanar esta lacuna, ainda que de forma superficial, este minicurso tem como objetivo capacitar os alunos em relação a aspectos básicos da gestão de um projeto de conservação, passando por temas mais relevantes ao longo do ciclo de vida de um projeto (iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle, encerramento), especialmente em relação ao tempo, recursos, riscos e partes interessadas. A maior parte dos conceitos abordados é aplicável também a projetos acadêmicos (inclusive de pós-graduação), mas tem inspiração em projetos mais aplicados, desenvolvidos pelas instrutoras no WWF-Brasil e outras OnGs de menor porte, para resolver questões práticas de conservação em escala local ou para embasar políticas públicas de conservação.


MINICURSO 3: Introdução à modelagem de distribuição de espécies usando a linguagem R: teoria e prática

Ministrantes: Maurício Humberto Vancine; João Gabriel Ribeiro Giovanelli
Instituição: UNESP (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Rio Claro) / Instituto de Geociências e Ciências Exatas / Departamento de Geografia / Observatório de Dinâmicas Ecossistêmicas (EcoDyn); UNESP (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Rio Claro) / Instituto de Biociências / Departamento de Zoologia e Centro de Aquicultura (CAUNESP) / Laboratório de Herpetologia

Resumo: A ampla disponibilidade de dados sobre a biodiversidade e variáveis ambientais, tem permitido a utilização de diversas análises biogeográficas e macroecológicas, dentre elas, os modelos de distribuição de espécies (MDE). Esse minicurso tem como intuito oferecer uma introdução teórica e prática à técnica de MDE, utilizando a linguagem R. Primeiramente serão apresentados os principais conceitos da teoria de nicho ecológico (Grinnell, Elton e Hutchinson) e da teoria de modelos (espaço geográfico (G), espaço ambiental (E) e diagrama Biótico-Abiótico-Movimentação (BAM)). Seguida à parte teórica, serão apresentados as principais bases de dados (ocorrências e variáveis ambientais), tipos de algoritmos (presença e ausência – GLM, GAM e Random Forest, apenas presença – BIOCLIM, Mahalanobis e Gower, e presença e background – Maxent e SVM), avaliação dos modelos (ROC, AUC e TSS), limites de corte (thresholds) e algumas abordagens de consenso de modelos (ensembles). A parte prática será focada na construção dos modelos através da linguagem R. Inicialmente será feito uma introdução à programação e manejo de dados espaciais na linguagem R, utilizando os pacotes raster e rgdal. Em seguida, será apresentado como obter dados de ocorrências e variáveis ambientais, através dos pacotes spooc e dismo. Uma vez adquiridos os dados, serão feitas análises preliminares dos mesmos, como seleção de ocorrências (um ponto por célula) e de variáveis (correlação, PCA, análise fatorial e VIF). Por fim, serão construídos modelos utilizando os algoritmos mencionados acima, além do cálculo das métricas de avaliação dos mesmos, utilizando os pacotes dismo, randomForest e kernlab.


MINICURSO 4: Minicurso Introdução aos Métodos Filogenéticos Comparativos

Ministrantes: Julia Klaczko; Veronica Slobodian
Instituição: Universidade de Brasília

Resumo: Os Métodos Filogenéticos Comparativos têm sido amplamente utilizados em estudos herpetológicos de macro-evolução, ecologia, anatomia comparativa, etc. Seu uso permite analises mais acuradas do surgimento, diversificação e manutenção da variação de fenótipos durante o processo de evolução e ramificação das espécies. O minicurso tem como objetivo promover uma visão geral dos métodos filogenéticos comparativos. Levantará os fundamentos teóricos, os principais métodos disponíveis e aplicabilidade e interpretação de resultados. Trabalharemos métodos de analise e uso de árvores no programa R, detalhando dos métodos de medida de sinal filogenético, correlação filogenética, e modelagem de seleção estabilizadora. O minicurso será divido em uma parte explanatória de introdução ao tema, e parte prática de aplicação dos métodos utilizando os pacotes disponíveis no programa R.

Faz necessário que os cursantes tragam seu próprio computador portátil com o programa R e R-Studio instalados.

SOFTWARES
https://www.rstudio.com
https://www.r-project.org

BIBLIOGRAFIA

GARAMSZEGI, László Zsolt (Ed.). Modern phylogenetic comparative methods and their application in evolutionary biology: concepts and practice. Springer, 2014.

WHITLOCK, Michael C.; SCHLUTER, Dolphcoaut. The analysis of biological data. 2009.


MINICURSO 5: Monitoramento acústico

Ministrantes: Diego Llusia
Instituição: Departamento de Ecología / Universidad Autónoma de Madrid

Resumo: Os sons dos animais geralmente são espécie-específicos e contém grande quantidade de informação associada às características dos indivíduos (posição, abundância, tamanho corporal, motivação, etc.) que pode ser utilizada em estudos de ecologia, comportamento e conservação. Com base neste princípio, novas técnicas como o monitoramento acústico passivo (redes automáticas de sensores de som) podem facilitar as avaliações de biodiversidade em grandes escalas espaço-temporais. Estas ferramentas não invasivas e com boa relação custo-benefício estão tendo um impacto científico significativo, gerando abordagens inovadoras no estudo das comunidades de animais. O objetivo deste minicurso é introduzir as bases conceituais e práticas necessárias para o desenho e desenvolvimento de estudos de monitoramento acústico passivo, bem como evidenciar as oportunidades e desafios que existem atualmente nesta linha de pesquisa. Os conteúdos será apresentados com uma metodologia participativa e estarão focados nas seguintes secções: (i) princípios básicos da acústica; (ii) desenho de estudos; (iii) equipamentos; (iv) análise de dados; e (v) aplicações. Este minicurso servirá de complemento ao simpósio “O Monitoramento Acústico Passivo como ferramenta para estudos com anuros”.


MINICURSO 6: Noções básicas em softwares para filogenia molecular: do acesso ao GenBank à construção da hipótese filogenética

Ministrantes: Pedro Taucce; Paulo Pinheiro
Instituição: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho; Departamento de Zoologia / Instituto de Ciências BIológicas / Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo: A sistemática filogenética é uma disciplina central nas Ciências Biológicas e a modernização dos computadores e algoritmos proporcionou uma revolução nos métodos utilizados em filogenia. Pensando nisso, este minicurso tem por objetivo familiarizar os alunos com alguns dos softwares mais utilizados em filogenia molecular, desde a aquisição de sequências em repositórios públicos até a construção das árvores filogenéticas. É desejável que o aluno tenha noções básicas na teoria da sistemática. Tendo em vista que o minicurso visa a familiarização com os softwares, o mesmo não abordará a teoria dos métodos. Os alunos deverão levar notebook com os programas a serem utilizados no curso previamente instalados. Estes programas, bem como o conteudo do curso e os tutoriais a serem utilizados, podem ser encontrados no site https://pedrotaucce.github.io/filogenia/ . O conteúdo será ajustado à carga horária disponível.


MINICURSO 7: Prefiro ser essa metamorfose ambulante: Biologia, ecologia e Identificação de girinos

Ministrantes: Ibere Machado; Marcelo Freire
Instituição: Instituto Boitatá de Etnobiologia e Conservação da Fauna / Instituto Boitatá de Etnobiologia e Conservação da Fauna; Consultor ambiental autônomo / Teia Projetos Ambientais Ltda

Resumo: Neste minicurso, iremos abordar aspectos relacionados a identificação de girinos brasileiros. Para isso iremos passar pelos tópicos de modos reprodutivos de adultos até a ovoposição e eclosão das desovas, onde as larvas de anuros tem, em sua maioria, uma fase aquática. Para desvendar o mundo dos girinos, abordaremos a biologia e ecologia da fase larval dos anfíbios. Serão apresentadas as metodologias e técnicas de coleta, armazenamento, fixação de exemplares e todos os caracteres morfológicos atualmente utilizados em descrições e identificação de girinos, além de conceitos sobre variação fenotípica das espécies. Em uma parte prática, trabalharemos com exemplares para visualizar as características morfológicas das principais famílias e gêneros de anuros brasileiros, a fim de auxiliar os alunos na identificação dos girinos nas suas regiões de estudos.